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Comércios e residências aquecem o setor de energia solar em alguns municípios brasileiros.

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Comércios e residências aquecem o setor de energia solar em alguns municípios brasileiros.

Reportagem publicada pelo O Liberal

O uso de energia solar em casas e comércios disparou em Americana e Santa Bárbara d’Oeste, segundo levantamento feito pelo LIBERAL com base em dados da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Anualmente, desde 2016, o número de residências que instalaram painéis solares tem mais do que dobrado nas duas cidades.

Em Americana, a quantidade de casas que adotaram a energia solar saltou de 16, em 2016, para 853, neste ano. Somente em comparação com 2020, houve uma alta de 107%.

A situação é semelhante em Santa Bárbara. A quantidade de casas com sistema solar passou de sete, em 2016, para 20 no ano seguinte e em 2021 já somava 469.

Veja a quantidade de instalações que geram energia solar por ano – Foto: Editoria de Arte / O Liberal

O mesmo foi percebido nos comércios. Em 2016, Santa Bárbara tinha um estabelecimento com painel solar e, em 2021, 55. Na cidade de Americana, o número saltou de três para 100 no mesmo período.

Em Americana, Anderson Garcia, da Oriente Solar, que instala painéis solares, afirma que com a alta do valor da energia elétrica, casas e comércios resolveram se tornar os próprios geradores. “Normalmente, o próprio telhado da residência e comércio possui espaço suficiente para atingir a demanda”, explica.

Outro fator que também pode ter impactado no aumento do uso de energia solar, de acordo com Garcia, são as linhas de crédito destinadas exclusivamente para geração de energia fotovoltaica, que permite ao cliente pagar a primeira parcela com até seis meses de carência.

Painéis usados para a geração de energia a partir do sol instalados em imóvel em Santa Bárbara – Foto: Oriente Solar / Divulgação

Segundo Garcia, hoje, para quem gasta em média R$ 250 por mês com energia, o investimento em painéis solares é a partir de R$ 13 mil. “Tivemos que contratar um serviço exclusivo para geração de propostas devido ao aumento de interessados. Chegamos a fazer oito orçamentos por dia”, diz.

Na Hardsun Technology, com sede em Limeira, são feitos de dez a 15 orçamentos diários. “O aumento das tarifas de energia reflete diretamente no orçamento doméstico. Enquanto que na indústria esse aumento é quase sempre repassado no valor do produto. E no comércio, esse repasse é um pouco mais demorado, o que incentiva a procura pela energia solar”, explica o diretor executivo da empresa que atua também em Americana e Santa Bárbara, Geraldo Morais.

Biólogo e especialista em soluções sustentáveis da Ecosuporte, Thiago Pietrobon, afirma que o custo da energia em casa e comércios menores é maior por kWh (quilowatt-hora) do que nos grandes consumidores, no caso as indústrias. Com isso, explica, o retorno do investimento é melhor para os

menores consumidores.

“Para indústrias e grandes comércios há outras opções concorrentes para redução de custos em energia, que não estão disponíveis para os menores ainda, como o mercado livre. Da mesma forma, é na indústria onde observamos os maiores investimentos em eficiência energética e a maior parte das soluções aplicáveis para este fim. Assim, a auto geração de energia em casa e comércio é a opção mais direta de redução de custos”.

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